Academia Cearense de Medicina

Desde 1978

Lúcia Maria Alcântara de Albuquerque


LÚCIA MARIA ALCÂNTARA DE ALBUQUERQUE (Cadeira 34)

Sérgio Ferreira Juaçaba

Membro titular da cadeira 62 da ACM

Lúcia Maria Alcântara de Albuquerque, filha do Dr. José Valdemar Alcântara e Silva, acadêmico-fundador e ex-presidente da Academia Cearense de Medicina (ACM), e da Sra. Maria Dolores de Alcântara e Silva, nasceu na capital cearense em 12 de março de 1947.

Cursou até o terceiro ano primário no Grupo Escolar Presidente Roosevelt, uma escola pública integrante da rede estadual de ensino, cuja pasta, nessa época, estava sob a condução do seu pai. Do quarto ano primário até o final do ginasial, ela foi aluna do Ginásio Santa Isabel, escola confessional mantida pelas Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição, situada em Fortaleza.

Como desejava ser médica, deu seguimento aos seus estudos, cursando o Científico, e, com tal propósito, matriculou-se no Colégio Juvenal de Carvalho, uma entidade de ensino administrada pela congregação das Irmãs Salesianas, vindo a concluir o Científico em 1965, ano em que frequentou, paralelamente, o “cursinho” pré-vestibular do Diretório Acadêmico XII de Maio, dirigido por alunos da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Exitosa no primeiro vestibular a que se submetera, foi admitida na Faculdade de Medicina da UFC em 1966, colando grau em dezembro de 1971. No quinto e no sexto ano do curso de Medicina, estagiou no Serviço de Radioterapia do Instituto do Câncer do Ceará (ICC), quando aflorou a sua intenção para se especializar em cancerologia, instigada pela compaixão diante dos enfermos afetados por um mal tão complexo quanto prejudicial à saúde das pessoas, as quais, comumente, devido à insuficiência financeira, demandavam tratamento na instituição, sem ônus, naturalmente.

Entendendo a suma relevância da radioterapia na luta contra o câncer, a Dra. Lúcia Alcântara seguiu para o Rio de Janeiro, para realizar a Residência Médica em Radioterapia no Instituto Nacional do Câncer cumprida no período de 1972 a1974, sob a orientação do Prof. Osolando Machado, um renomado especialista nesse campo da Oncologia, com quem ela teve a especial oportunidade de acompanhar os trabalhos em sua famosa clínica privada, nos últimos meses de seu Programa de Residência Médica.

De 1973 a 1974, em caráter adicional, a Dra. Lúcia fez o Cursou de Especialização em Radioterapia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, juntando novos conhecimentos à sua formação profissional.

Ao terminar a Residência Médica, obteve o título de Especialista em Cancerologia conferido pelas Associação Médica Brasileira e Sociedade Brasileira de Cancerologia. Em 1974, mediante concurso de provas e títulos, logrou à titulação de Especialista em Radioterapia, outorgada pelo Colégio Brasileiro de Radioterapia.

Em janeiro de 1975, voltou ao seu torrão, sendo, de imediato, contratada como radioterapeuta do ICC, atividade que exerceu por mais de 45 anos, com abnegação e competência.

Ao lado da sua forte presença na assistência, a perfilada ainda encontrava tempo para tomar parte, amiúde, em eventos científicos, detendo autoria de diversos temas livres, além de se apresentar como expositora ou palestrante em congressos, mesas redondas, oficinas e cursos relativos à sua especialidade médica.

Como reconhecimento externo do seu valor profissional, a Dra. Lúcia recebeu da Sociedade Brasileira de Cancerologia, em 1996, o título de membro emérita, por sua ingente luta em prol dessa especialidade oncológica; foi também agraciada com os títulos: “Personalidade Feminina em Destaque” e “Gente de Bem – Fica para Sempre”.

Em 24 de novembro de 2005, ela foi empossada como membro titular da Cadeira 34 da Academia Cearense de Medicina, e, desde então, tem ofertado a esse sodalício os seus préstimos em diversas funções diretivas.

A responsabilidade social da perfilada ganhou maior visibilidade em 2009, quando foi eleita para presidir a Rede Feminina do ICC, selando, assim, o compromisso que assumiu com a continuidade de uma obra marcadamente altruísta.

O ICC, por seus feitos em prol da radioterapia no Ceará, oficializou em 2012 a denominação “Centro de Radioterapia Dra. Lúcia Alcântara" à unidade do complexo hospitalar que ela ajudou a construir.

Coroando a sua gratificante trajetória de vida, a Dra. Lúcia foi aquinhoada em 2015 com o Troféu Sereia de Ouro, premiação do Sistema Verdes Mares de Comunicação que rende homenagens a ilustres personalidades.

Casada com o engenheiro civil, Dr. Antônio Carlos Ponte de Albuquerque, de cujo consórcio resultaram dois engenheiros Ciro e Carlos, pode a biografada Lúcia Alcântara dar-se por feliz de ser, a um só tempo, mãe, esposa, médica, acadêmica e ministra da eucaristia, em tudo colocando a simplicidade que lastreia o seu pendor para a humanização.

Biografia baseada em:

Silva, Marcelo Gurgel Carlos da. Saudação à Dra. Lúcia Alcântara. In: Silva, Marcelo Gurgel Carlos da. Instituto do Câncer do Ceará: 70 anos de conquistas. Fortaleza: Expressão, 2015. 140p. p.120-123.

 

Cargos, funções e reconhecimentos

INFORMAÇÕES DO ACADÊMICO

Número acadêmico: 83

Cadeira: 34 (Patrono: José Stoppelli Paracampos )

Membro: Titular

Seção: Ciências Aplicadas à Medicina

Posse: 24/11/2005

Nascimento: 12/03/1947