Dr. José Stopelli Paracampos, piauiense de Picos, nascido em 7 de novembro de 1891. Filho de João Paracampos e Eudóxia Paracampos. Com 2 anos de idade sua família transferiu-se para Quixadá, no Ceará, onde iniciou os seus estudos. Continuou seu aprendizado em Fortaleza no Colégio do Prof. Joaquim da Costa Nogueira. Posteriormente, retornou a Quixadá para dar continuidade aos seus estudos, tendo feito do curso secundário até se bacharelar em Ciências e Letras (1908) no Colégio São José, na Serra do Estevão, dirigido pelos monges beneditinos.
Em 1909 iniciou o seu curso de Medicina na Faculdade de Medicina da Bahia, mas quatro anos depois transferiu-se para a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, tendo ali sido aluno do reconhecido mestre Miguel Couto. Concluiu sua graduação em 1914. Complementou sua formação, ainda no Rio de Janeiro, como interno do Hospital da Brigada Policial e no Instituto de Proteção à Infância.
No ano seguinte de sua formatura retornou ao Ceará para assumir o cargo de médico das obras do açude Riacho do Sangue, no alto Jaguaribe por indicação do Dr. Benjamim Barroso, Presidente do Estado, enfrentando nessa época uma das maiores estiagens, a Seca do 15. Ocupou depois vários outros cargos públicos até 1930, no estado: em Barbalha, indicado pelo presidente João Tomé, Diretor de Higiene do Estado por indicação do Dr. Justiniano Serpa se sobressaindo pelo importante trabalho frente a peste e febre amarela, epidemias desse período. Paralelo a essas atividades foi também chefe da Inspetoria Federal Contra Secas, o atual DNOCS.
Após todas essas atividades no serviço público seguiu para aperfeiçoamento em centros de referência na Europa, tendo cursado especialização em Puericultura e Pediatria, nas cidades de Paris e Viena. Retornou para Fortaleza em 1933, iniciando consultório com atendimento numa especialidade nova, a Pediatria. Tornou-se um dos mais conceituados médicos de criança.
Após sua especialização ocupou outros cargos no serviço público. Foi chefe do Serviço de Higiene Infantil do Departamento de Saúde Pública, atendendo convite do interventor federal Carneiro de Mendonça. Participou da reorganização do Serviço de Saúde Pública do Estado do Ceará, ao lado do conceituado higienista Barca Pellon. Foi também médico do setor de pediatria da Policlínica Geral de Fortaleza; foi membro da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Sociedade de Pediatria de Paris e integrou a comissão executiva estadual das I e II Jornadas Brasileiras de Puericultura e Pediatria, no Rio de Janeiro e Curitiba, respectivamente.
Transmitiu seus conhecimentos aliados à sua grande experiência publicando uma monografia: “O que as mães devem saber”, que alcançou grande aceitação evidenciada em várias edições da mesma.
Faleceu em Fortaleza, dos 81 anos de idade, em 13 de dezembro de 1972.