Nasceu em 18 de novembro de 1855 em Brejo de Arapurus, no Maranhão, o pai era o coronel Antonio Luiz de Lavor Paes, pernambucano. Fez medicina na Faculdade da Bahia, formou-se em 1877 com vinte e dois anos, defendendo tese na Faculdade de medicina do Rio de Janeiro, onde obteve a láurea de doutor com vinte e três anos.
Envolveu- se com atividades medicas e políticas no Maranhão e Piauí. Em 1892 mudou-se para o Ceará, instalando-se em Quixadá onde permaneceu como médico generalista até 1899, quando veio para Fortaleza, em 6 de junho deste ano, foi nomeado professor do Liceu, lecionando História do Brasil.
Por dez anos ensinou no Liceu, além da atividade de clínico, tendo sido vice-diretor daquele colégio e finalmente diretor, cargo que exerceu até 1909.
Nesta ocasião participou em congresso médico internacional em Paris, onde após o encontro fez o curso de Otorrinolaringologia no Hospital Lariboisiere, sob orientação do professor Sibelean.
Foi pioneiro no Ceará na especialidade de Otorrinolaringologia.
Envolveu-se bastante com as doenças endêmicas principalmente Tuberculose, sobre a qual escreveu vinte e três artigos no periódico “A República”, participou ativamente nas causas da Saúde Pública, interessado particularmente em Sífilis, doença prevalente na época, tendo cunhado o aforisma “Pensar Sifiliticamente”
Paralelamente exerceu cargos de alto nível na administração estadual do Ceará, diretor da Instrução Pública, Secretário do Interior e Justiça e vice-presidente do estado.
Militante nas atividades associativas da classe, participava ativamente do Centro Médico Cearense, tendo sido um dos Presidentes Honorários.
Faleceu em Fortaleza aos 75 anos, sem deixar descendentes em 28 de maio de 1931.
Como todos os indivíduos geniais, envolveu-se em várias áreas, sempre com grande brilho, na ciência médica, na política, na Instrução e na Administração.
Um exemplo em quem devemos nos espelhar.